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Imagens simples que nos olhos e dedos de um estudante de Direito tornam-se compostas
 
Last Minute New por Sérgio Oliveira
 
 

A máquina fotográfica analógica, aquela "de filme", já é artigo de museu. Agora a máquina digital é a “da hora”. Debruçada - particípio de debruçar, adjetivo, verbo transitivo, parece até aula de português, mas não é -, em uma ponte de madeira dos tempos antigos, a menina está chorando, a lente da câmara digital, que seja Canon ou Nikon, resgata bem o momento da lágrima a cair. Pode ser um início de poesia ou um momento de resgate de uma infância na zona rural. Por outro lado, é isso que se pode chamar de uma foto de forte impacto, bem criativa. A fotografia é a descrição mais próxima da alma, quando não podemos estar em dois corpos ao mesmo tempo. É a expressão maior da alma sem corpo físico, um vulto que registra nossa existência, quando, biblicamente, ao pó voltará. Porém, a foto continuará aguçando a curiosidade das pessoas daqui a 200 anos, que presumirão: Nossa! Essas meninas gêmeas vestidas de índias deveriam ser lindas!

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A modelo Maria Clara Guedes Bernardes, 20 anos

O fotógrafo, atrás das lentes, enxerga o mundo de modos e ângulos diferentes. O que o diferencia é o educar da inteligência ímpar. O mais importante é o ato da percepção, substantivo feminino oriundo do latim “perceptione”, traduzido por delinear o ato, efeito ou capacidade de perceber algo. É como a sombra e o sol que não podem se abraçar, tal qual no filme O “Feitiço de Áquila”. A fotografia é a poesia sem fronteira, que, por exemplo, com o cair de uma folha, o poeta enxerga milhares de vidas não vividas e não compreendidas. Assim é arte de fotografar.

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As gêmeas Rayssa e Rayane Lima, 17 anos

E visando buscar uma configuração bem próxima da arte de expressar o lado humano por meio da fotografia, que vai de índias gêmeas a uma menina chorando em uma ponte antiga, o estudante de Direito, Allysson Moreira, de 19 anos, pretende fazer uma exposição mostrando seu talento que descobriu aos 11 anos.

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Allysson, que aos 11 anos ganhou uma câmera digital com objetivo de fotografar o cotidiano da família, vem se destacando no segmento. Ele realça que a ideia de realizar uma exposição amadureceu após uma conversa entre amigos no WhatsApp Messenger, aplicativo de comunicação desenvolvido para smartphones que permite ao usuário enviar mensagens usando a rede 3G ou wireless, quando disponível.

- Já tinha feito duas exposições na escola onde eu estudava - EEEFM "Mercês Garcia Vieira -, em São José do Calçado. Em 2015, fiz um projeto abordando meio ambiente tratando fotos recicláveis. Já em 2016, abordei tecnologia. Como comecei minha graduação em Direito, dei uma pausa. Assim surgiu a ideia de se fazer um projeto novo e criar uma campanha no Facebook para selecionar as garotas e garotos -, revela Moreira.

Conforme assegurou o estudante de Direito, que é filho de cantora gospel e de pastor, a exposição está prevista para setembro do ano em curso em local a escolher. E a exposição batizada de Carpe Diem, expressão em latim cujo significado "aproveite o dia", tradução literal, que não diz respeito a “aproveitar um dia específico”, contudo com o sentido de aproveitar ao máximo o agora, apreciar o presente, termo escrito pelo poeta romano Horácio (65 a.C.-8 a.C.), no Livro I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “...carpe diem, quam minimum credula postero" com tradução próxima para “...colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”, terá fotos de diferentes naturezas como duas irmãs gêmeas representando o povo indígena.

Allysson fortalece que o título da exposição “Carpe Diem” já diz tudo, uma vez que não se pode ficar preso a rótulos. Que é preciso buscar fazer sempre fotografias diferentes e criativas.

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Allysson frisa que é preciso buscar fazer sempre fotografias diferentes e criativas

- A partir do momento em que comecei a aventurar-me no mundo da fotografia, corroborei que carecia de aprimorar-me cada vez mais para um dia dedicar-me às fotos criativas, que, fosse na composição, na luz ou qualquer outro ingrediente, deixasse uma alma vista nas fotos pelos olhos humanos -, enfatizou.

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Coluna Sérgio Oliveira
Membro da Academia Calçadense de Letras
, Jornalista do Aqui Noticias e Folha do Caparaó

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